O retorno de Mary Poppins

Cartaz do filme Mary Poppins Returns
Cartaz do filme Mary Poppins Returns

Que surpresa senti ao ler nas redes sociais que estrearia neste dezembro de 2018 um filme da Mary Poppins. Assisti o filme logo no primeiro dia de exibição. Sinopse:

Numa Londres abalada pela Grande Depressão, Mary Poppins desce dos céus novamente com seu fiel amigo Jack para ajudar Michael e Jane Banks, agora adultos trabalhadores que sofreram uma grande perda. As crianças Annabel, Georgie e John vivem com os pais na mesma casa de 24 anos atrás e precisam da babá enigmática e o acendedor de lampiões otimista para trazer alegria e magia de volta para suas vidas.


A trilha sonora do filme anterior é marcante, até hoje me recordo das músicas, especialmente a “Supercalifragilisticexpialidocious” e a “chim chim cheree”.

O novo filme da Mary Poppins é uma continuação do anterior, não um remake do clássico.

Para não perder as referências do público com o clássico filme de 1964, rechearam o novo com referências ao antigo. Passados 50 anos, quem lembra dos detalhes da trama?

Pior, parece que foram obrigados a seguir uma checklist do filme anterior: crianças, babá, cara legal, músicas, interação com animação, parente excêntrico, profissionais sub empregados, etc.

Ou se faz um novo filme ou regrava o anterior. Este não entrega nem uma coisa nem outra. As músicas do filme original fazem falta, deveriam pelo menos ter feito referência à supercalifragilisticexpialidocious, essencial no roteiro de 1964.

Enfim, perderam a oportunidade de fazer um remake e faltou imaginação aos roteiristas, que poderiam trazer novas cenas e não apenas reciclagem de 1964. O quadro é mais triste por se tratar de um filme que enaltece justamente o poder da criatividade, da importância de ver as coisas sobre outros pontos de vista.

Existe um livro, A volta de Mary Poppins, continuação do Mary Poppins que inspirou o filme de de 1964. Não sei se o novo filme está baseado nessa obra, o que certamente suavizaria a maior parte das minhas críticas à produção.

Uma das poucas cenas que gostei do filme foi a dos lúmens guiando as crianças na neblina, destaco também a letra da música da importância de mudar o ponto de vista, na casa da Tia da Mary Poppins.

Desenho de um par de ingressos de cinema

Compensa pagar o ingresso?

Não. O filme é fraco para o cinema, há melhores opções em cartaz.

Assistir em casa?

Rever o primeiro é melhor do que assistir o novo filme.

Assista!